Existem dois pontos cruciais para tudo. Um deles é o meio. O outro, o fim. O inicio desde sempre, nunca foi assim tão importante. É raro ser. Sentimentos surgem, momentos surgem, vozes e calores também.
Para a saudade, por exemplo, existe o tempo que só a transforma numa constante eterna. E na mesma proporção que ela aumenta, nota-se que aumentam, também, os sentimentos. Para o amor, existe a solução. E essa minha solução é uma denominação química mesmo, não lingüística.
Quantas (milhares de) vezes ouvi dizer que o amor aparecia com o tempo. Ouvi dizer também que ele simplesmente não aparece. Assim como também ouvi que o amor não existe. Mas afinal, amor e saudades são sentimentos comuns. Se existem saudades, obviamente existe amor. E se existe amor, existe também ódio, não menos importante (ou mais importante que o amor). Não que seja seu oposto, pois, não é.
Existem também aqueles que são indiferentes. E é exatamente com esses que se deve tomar cuidado. A indiferença é um passo antes de tudo. É um passo antes mesmo do inicio. Por isso, eu me sinto no direito de dizer que a indiferença não é um sentimento, mas a falta de todos.
Comigo não foi diferente. Nunca foi. Na verdade, foi indiferente. Desde o primeiro momento, até nosso ápice. E esse ápice, diferente e não indiferente a toda história, nada mais foi que o próprio fim. Se é que posso dizer que, nessa história, existe um fim.
Nossa história foi banhada a orgulho e mergulhada em lágrimas. O orgulho dela. Nossas lágrimas. Nossa história é exatamente o que qualquer pessoa teme viver, porém, nós vivemos e bem. Não só vivemos no melhor dos sentidos da palavra, mas hoje, abro os olhos e peito pra dizer o quanto ainda a amo. Ou a odeio. A única coisa que nunca senti foi exatamente a temida indiferença.