Dias que pareciam uma eternidade, pensamentos que fluíam a sua espera e noites que voavam. Noites que voaram. Noites que me fizeram viajar várias e várias vezes para os braços de Manoela. Sonhos. Desejos. Amor. Foi com ela que descobri o significado... Disso.
Falar de amor, como já citado, nunca foi fácil. Nunca será. Aquele velho e inexplicável amor do qual estamos cansados de saber, mas poucos sentem realmente ou suficientemente para descrever. Ou, quem sabe, o suficiente para não conseguir descrever passando para o papel, para a tela, para o desejo e para a pessoa que se ama. Inacabável e inabalável, o amor. Amor foi o que senti com ela. Amor foi o que vivi com ela. Amor foi o que sonhei, o que respirei e o que quis. O amor se tornava ali tão importante que era uma terceira pessoa. Eu, Manoela e nós duas juntas. Porém, amar Manoela não foi como amar qualquer pessoa. Não foi como amar seu amor, o amor da sua vida, aquele suposto sublime sentimento. Amar Manoela foi mais que amar. Foi sofrer, odiar, querer, desejar, ter saudades e todos os outros sentimentos, menos indiferença.
Uma bela noite, na qual mais uma vez pude ter certeza que seria a última de nossas brigas surgiu a grande questão:
-“Vamos tentar¿”
-“tudo bem.”
Dizer “sim” seria objetivo demais para seus lábios doces. Era como trair seu doce orgulho e se entregar demais. Entregar. Foi de pouca entrega que vivemos e vivemos bem. Bem o suficiente para sentir saudades no suposto fim. Mas veremos isso depois.
1 mês, 2 meses... 3 meses. Rápido. Não, não foi rápido. Foi assim e pronto. Não, não foi “assim e pronto”. Quando acabou, não acabou realmente. Senti várias vezes que terminávamos junto com a noite e amanhecíamos juntas novamente. Era como morrer todos os dias e ressuscitar no dia seguinte, bem cedo, após uma noite inteira acordada pensando nela e chorando, talvez. Ou após uma noite inteira sonhando com seus olhos meigos, seus lábios pequenos, seus cabelos, suas mãos... E eu era boba de amor. E eu sou boba de amor por ela.
A nossa história se dividiu em várias etapas, mas a mais importante a ser citada é aquela de todos os dias. Aquele momento crucial ao qual tentamos algo já desmoronando e mesmo assim, o amor nos enlaçava juntas a cada dia mais. A cada dia mais terror e a cada dia, mais amor. Amor e ódio, amor e ódio. Com Manoela aprendi que o ódio é um sentimento bom, ele te dá sede de amar. E é exatamente por essa sede que Manoela é meu oásis. Da sede que me dava, me reconstruía em seguida com poucas palavras e pouquíssimos “eu te amo”. Fez me derreter mil vezes, em lágrimas, então. A cada dia a força diminuía, a cada dia o amor aumentava.
Ao fim dos 3 meses juntas, o fim não foi exatamente como o esperado. O fim, não foi como os fins convencionais. Não digo que não foi triste, pois foi e muito. E mais uma vez reguei todas as flores com lágrimas, mas essas flores eram para ela. Foi como entregar essas mesmas flores, dizendo que me ama e me dando adeus. Uma partida que não é partida. O fim que nunca será um fim, realmente. Dias passavam, noites passavam e a importância de Manoela só aumentava e aumentava. Pude perceber ali que eu não conseguiria a esquecer tão facilmente e então, desisti de esquecê-la. Entreguei-me completamente a lembrar de Manoela, a vê-la, observá-la nem que fosse de longe, mas ter a sede cada vez maior. A sede de querê-la aqui cada vez mais.
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